Transtorno de ansiedade
9 de janeiro de 2018

Transpirar em excesso é constrangedor, e com a chegada do verão essa situação acaba se repetindo com maior frequencia. Suar demais, além de interromper a vida de rotina normal, pode causar ansiedade social ou ainda aumentar o risco de odor corporal. O suor, segundo o dermatologista, Abdo Salomão Júnior, membro da Sociedade de Dermatologia e Academia de Dermatologia “É uma secreção produzida pelas glândulas sudoríparas em diversas regiões do organismo, que tem a função de resfriar a superfície da pele”.

A transpiração excessiva está ligada, muitas vezes, a vários fatores ambientais e, raramente, a algumas patologias. O suor é um processo natural que ajuda o corpo a regular sua temperatura. Atividades físicas exaustivas, altas temperaturas e sentimentos de raiva ou medo são habitualmente associados com a transpiração.

Muitas vezes a transpiração está associada com o estresse, ansiedade, obesidade, deficiências nutricionais e má circulação, além da natural manutenção do calor corporal.

No caso do stress, um mal muito comum nos dias de hoje, ocorre o aumento dos níveis sanguíneos de alguns hormônios, como a adrenalina, que causa uma estimulação das glândulas sudoríparas, causando esta situação.

Se você já tentou diminuir o suor de qualquer maneira e nada adiantou, isso pode ser sinal de que você tem alguma disfunção no organismo. Mesmo que o nível de suor varie de pessoa para pessoa, transpirar excessivamente em um ambiente de pouco calor ou sem fazer muito esforço físico pode ser um sinal de que há algo errado!

Algumas causas médicas da transpiração excessiva são diabetes, febre, problemas cardíacos, hipertireoidismo, leucemia e menopausa. Dormindo ou acordado, essa disfunção pode afetar muitas áreas do seu corpo, como as palmas das mãos, solas dos pés, axilas, pescoço, testa e ainda o couro cabeludo.

Mas, se você é aquele tipo de pessoa que sua mais do que o normal e sem nenhum desses motivos aparentes, você pode ter a hiperidrose, que é a produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas, definida como transpiração excessiva. Ela atinge cerca de 1 a 3% da população.

Ele se caracteriza pela desordem do organismo ocasionada pelo suor excessivo, geralmente nas mãos, pés e axilas, mas que também pode se manifestar no couro cabeludo. A hiperidrose é seguida de rubores faciais, sentimento de embaraço e, em muitos casos, até mesmo de uma fobia social.

“Tem pacientes que suam tanto na mão que não conseguem assinar um documento porque molha o papel. Outros transpiram tanto no pé que na hora que está andando de chinelo até escorrega”, diz o doutor Abdo Salomão.Ter a hiperidrose, além de causar muitas saias justas com as roupas molhadas e rosto pingando, faz com que muitos não consigam sequer segurar canetas, que escorregam por conta do suor.

Atualmente, não se conhece as causas desse distúrbio. Mas, o que se sabe, é que durante este quadro, a atividade do sistema nervoso autônomo, que é responsável pela respiração e batimentos cardíacos, aumenta consideravelmente.

Como tratamento, os médicos aplicam pequenas doses de remédios anticolinérgicos, que também são indicados para incontinência urinária. Sua eficácia é de 75%.

Outros médicos preferem aplicar toxina botulínica (o famoso “botox”) que bloqueiam temporariamente os nervos que fazem a transpiração. Esse tratamento chega a 90% de eficácia e praticamente não apresenta efeitos colaterais. Para o dermatologista entrevistado, esse é o tratamento ideal: “você aplica no local e para de suar depois de sete dias. E isso se aplica de 8 em 8 meses. É o mais eficiente, rápido e com menos riscos que tem”.

Há também a possibilidade cirúrgica, “em que você desliga o nervo que manda a glândula suar. O problema do cirúrgico é que às vezes para de suar em um local e começa a suar em outro”, alerta o doutor.

Menos indicados, por surtirem efeitos apenas em 10% a 20% dos casos, os cremes com hidróxido de alumínio “reagem com as glândulas e, pelo menos por um período, ficam sem suar”. Mas há outra desvantagem: demoram cerca de 90 dias para surtir efeito e, segundo Salomão, nem sempre surtem efeito.

Portanto, se você acha que tem hiperidrose, procure um dermatologista e encontre, junto a ele, o método mais indicado para seu caso.

 

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